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LEVANTAMENTO MANTÉM FOZ EM ESTADO DE ALERTA PARA DENGUE

LEVANTAMENTO MANTÉM FOZ EM ESTADO DE ALERTA PARA DENGUE

Foz do Iguaçu continua em estado de alerta para a dengue e outras doenças transmitidas pelo vetor. Foi o que apontou o ultimo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado esta semana pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

De acordo com o levantamento, o Índice de Infestação Predial (IIP) atingiu 2,48%, maior do que preconiza o Ministério da Saúde. Os dados foram coletados entre os dias 2 e 6 de julho.

“Historicamente, Foz do Iguaçu tem registrado altos de infestação do Aedes Aegypti, por isso, é importante que cada morador contribua e faça a sua parte para que possamos evitar uma nova epidemia como a que vivemos em 2016. É fundamental que a população se conscientize, cuidando e limpando seu quintal, evitando deixar água parada em qualquer tipo de recipiente e não jogando lixo em terrenos baldios”, enfatiza o responsável pelo programa de vetores do CCZ, Jean Rios.

Índices considerados satisfatórios pelo Ministério da Saúde estão abaixo de 1%. Já entre 1% a 3,9% estão em situação de alerta, e superior a 4% há o risco de surto de dengue.

IPA
Paralelo ao IIP, o Centro de Controle de Zoonoses também realiza o Índice Predial de Armadilhas (IPA), que apontou um resultado de infestação de 5,09%, ou seja, de cada 100 armadilhas instaladas, em aproximadamente 5 delas houve a captura do mosquito.

“Do total de 3.377 armadilhas já instaladas no município, em 153 tivemos a captura de mosquitos, sendo 126 armadilhas positivas para a presença de Aedes aegypti. Este índice coloca o município em alto risco para epidemias transmitidas pelo mosquito, segundo o critério de classificação de risco utilizado no levantamento larvário”, explica Jean Rios.

O município realiza a vistoria das armadilhas já instaladas, para captura de fêmeas “grávidas”, na metodologia de 1 armadilha para cada grupo de 20 a 25 imóveis (ou uma armadilha por quarteirão).

Em relação ao tipo de criadouros predominantes para o Aedes aegypti, 62% do total de criadouros pesquisados eram dos grupos “D2” e “B”, ou seja, objetos de fácil remoção dispostos de forma irregular e que possibilita o acúmulo de água, favorecendo a proliferação de vetores.

Esses criadouros são na grande maioria, resíduos domiciliares como latas, recipientes embalagens plásticas, garrafas pets, potes de vidros, brinquedos velhos, enfim, todos objetos de fácil remoção e com possibilidades de reutilização ou reciclagem.

Em 2 de julho, o Município de Foz do Iguaçu decretou o Estado de Atenção no que tange ao risco de epidemias de doenças transmitidas por vetores, zoonoses e acidentes causados por animais peçonhentos.

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