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Ordem de serviço dá início ao cronograma da Ponte da Integração Brasil-Paraguai

Ordem de serviço dá início ao cronograma da Ponte da Integração Brasil-Paraguai

Assinatura será nesta quinta (1º), às 8h30, no Palácio Iguaçu, com

participação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna, e

o diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell.

O governo do Paraná assina, nesta quinta-feira (1º), a ordem de

serviço para dar início às obras da Ponte da Integração Brasil-Paraguai,

que ligará Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco.

O Estado será responsável pela gestão das obras da segunda ponte que,

quando concluída, tornará a região de fronteira um "hub" regional,

permitindo o incremento de importações e exportações na América do Sul.

A assinatura da ordem de serviço acontece 20 dias depois do ato de

apresentação do projeto da Ponte Internacional que ligará Carmelo Peralta

(Departamento de Alto Paraguai), a Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul.

Enquanto a ponte Foz-Presidente Franco será custeada pela margem brasileira

de Itaipu, a ponte ligando o Paraguai ao Mato Grosso do Sul será financiada

pela margem paraguaia da empresa.

As duas pontes representam um dos principais legados da Itaipu para o

desenvolvimento da América Latina e, em especial, para os dois países

sócios da usina, Brasil e Paraguai. As ligações fomentarão o intercâmbio de

produtos e novos negócios, principalmente entre o Brasil, o Paraguai, a

Argentina, o Chile e a Bolívia. Futuramente, as obras facilitarão também a

integração com outros países da região.

A construção da ponte entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco terá um

custo previsto de R$ 448,6 milhões, incluindo, no lado brasileiro, o acesso

à BR-277 – a Perimetral Leste.

Pesquisa

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Itaipu, a segunda ponte

representará um novo ciclo econômico para Foz e região.

De um universo de 800 pessoas entrevistadas, em todos os bairros da

cidade, 84% acreditam que a segunda ponte fomentará o desenvolvimento local

e regional. Boa parte dos entrevistados atribui essa confiança à gestão do

general Silva e Luna frente à Diretoria Geral Brasileira de Itaipu.

Das pessoas ouvidas na pesquisa, 33% têm certeza de que a obra vai

sair e outros 42% têm ainda alguma dúvida. Outros 24% terão certeza apenas

quando a construção tiver início.

Com a nova ligação, quase 80% acreditam que haverá agilidade no fluxo

de pessoas e mercadorias entre os dois países. Já 85% disseram concordar

que o trânsito de veículos pesados será desviado do centro de Foz do Iguaçu

e apenas 9% disseram não concordar que haverá esta melhoria.

A mesma pesquisa mostra que o anúncio e o início de obras

estruturantes, como a segunda ponte, a Perimetral Leste, a ampliação do

aeroporto e a construção do viaduto na entrada da cidade deixaram 38% dos

entrevistados com muita confiança e 44% se mostraram mais ou menos

reticentes quanto à conclusão dos empreendimentos.

Em relação à participação da Itaipu no desenvolvimento socioeconômico

de Foz do Iguaçu, 54% consideram muito importantes; 31% dizem que não faz

diferença; 14% que é pouco importante e 2% não souberam responder.

Outra pergunta feita pela pesquisa, sobre se alguém da família do

entrevistado pretende ir embora de Foz do Iguaçu, 34% disseram "sim" e

outros 65%, "não".

Para os entrevistados, um dos grandes gargalos da fronteira é

exatamente a morosidade do tráfego na Ponte da Amizade, que vem se tornando

um transtorno causador de prejuízos econômicos e preocupações de segurança,

aliados à burocracia fiscalizatória, fatos confirmados na pesquisa.

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