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Votação que devolveu Coaf para Economia é inconstitucional, dizem juízes

Votação que devolveu Coaf para Economia é inconstitucional, dizem juízes

 

A União Nacional dos Juízes Federais do Brasil (Unajuf), que representa magistrados de 1º grau, manifestou apoio ao ministro Sérgio Moro pela manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em nota, a entidade afirmou que “é inconstitucional” a votação que transfere o órgão para o Ministério da Economia.

A mudança foi aprovada na última quinta-feira, 9, por 14 votos a 11, na comissão de deputados e senadores que analisa a Medida Provisória da reforma ministerial. O requerimento ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Segundo a Unajuf, a votação viola o processo legislativo, por “vício de iniciativa de tramitação”. Para o juiz Eduardo Cubas, presidente da entidade, “o Coaf vai ficar no Ministério da Justiça independentemente da aprovação da MP”. “O que vale é o decreto do presidente. A sociedade está ansiosa por ver a atuação dessa fiscalização”, diz Cubas.

Uma investigação da Polícia Civil contra uma gangue suspeita de cometer uma série de roubos na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) terminou com um homem morto em confronto na tarde desta segunda-feira (13). Segundo as autoridades, dois suspeitos em um mesmo carro fugiam de uma tentativa de abordagem. A dupla teria atirado contra os policiais, que revidaram e acertaram um deles.

O homem ferido morreu no local. O comparsa dele continuou a fuga a pé e ainda não foi localizado. A polícia faz buscas pela CIC, na região da Rua João Lunardelli e da Rodovia do Xisto (BR-476).

O Instituto Médico-Legal (IML) foi acionado para recolher o corpo do suspeito morto em confronto.

Investigações
A Polícia Civil investiga a gangue há três meses. Segundo uma série de relatos, o grupo era especialista no roubo a pneus, estepes e acessórios de carros e caminhões. No carro dirigido por eles foram encontradas muitas ferramentas, como chaves de fenda e chaves roda, além de lonas usadas para esconder os produtos roubados.

Segundo a polícia, a gangue realizava os furtos em carros estacionados. O grupo parava o carro ao lado das vítimas e, em poucos minutos, roubava os pneus. Quando o proprietário retornava ao veículo, o encontrava sem rodas, e às vezes também sem o estepe ou acessórios.

As investigações começaram há três meses, embora as primeiras informações sobre o grupo tenham sido registradas em boletins de ocorrência (BOs) do ano passado.

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